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segunda-feira, 9 de maio de 2011

O casal e as fantasias

Sexo, a palavra mais procurada nos sites de busca do mundo todo. O tema mais recorrente em qualquer revista feminina ou masculina. Assunto que causa sempre polêmica e curiosidade. “Você faria sexo a três?” “Você faria troca de casais?” “Será que eu confesso minha fantasia sexual?” “Qual é a fantasia sexual mais recorrente?” “Qual é a melhor posição?” ” Qual é o tamanho do pênis que as mulheres mais gostam?” “Como satisfazer um homem na cama?” “O que fazer para dar mais orgasmos à mulher?” As perguntas são inúmeras e têm muitos livros e sites disponíveis e dispostos a responder essas e outras perguntas.
Não cabe a mim responder a todas, mas sim a que mais aflige: “Até aonde podemos ir quanto às questões sexuais sem que prejudique o relacionamento?” Na verdade, essa pergunta responde muitas das questões sobre as fantasias sexuais.
No início da relação, as fantasias sexuais realizadas são as mais comuns: lugares diferentes, motéis diferentes, posições variadas, mas nada muito fora do padrão, afinal não se conhece ainda tão bem o outro a ponto de inovar tanto. Com uma relação em médio prazo, as confissões de fantasias ficam mais livres, já que há intimidade para tanto. Numa relação de longa data, o medo de assustar o outro começa, pois tudo que é padrão ou comum, mas dentro da aceitabilidade, já foi realizado. Para sair da rotina, os casais começam a se interessar por novidades. Ouvem ou lêem histórias de outros casais que fizeram troca de casais (há casas de swing/troca de casais que proporcionam esses encontros em São Paulo e no Rio e em grandes cidades do mundo), que fizeram sexo a três, que participaram de suruba… A curiosidade em passar por essas experiências sexuais gera um conflito interno: “Será que ele (a) aceitará tal fantasia?” “Em qualquer caso, mudará algo na nossa relação?”.

“Sou casado e adoraria transar a três: eu, minha mulher e mais outro homem. Só que quando revelei isso pra ela, quase foi o fim do nosso casamento; ela achou que eu não estava mais gostando dela, o que não era verdade, pelo contrário, eu só contei a ela uma fantasia que eu tenho. O incrível é que passado muito tempo, agora é ela quem fala sobre o assunto quando estamos transando, porém eu fiquei tão frustrado com o que aconteceu que agora só rolaria se ela tomasse a iniciativa. Como não experimentei esse tipo de transa , o que eu acho é que o casal deve está muito afim para que a transa possa ser boa e se despir de todos os preconceitos e tabus que a sociedade hipócrita impõe sobre o assunto.”(Carlos , 40 anos).

“Sou casada, moro numa cidadezinha do interior do Pará, meu marido foi meu primeiro namorado e único homem de minha vida. Ultimamente, estou vivendo um problema, tenho algumas fantasias sexuais que, digamos, estão fora dos padrões “normais” da nossa cidade. O meu marido nasceu e se criou nessa cidadezinha, e eu, ao contrário, saí de lá para estudar na capital, onde conheci, através de conversas com minhas colegas de faculdade, a liberdade sexual que existe na cidade grande. Eu nunca tive coragem de contar ao meu marido as minhas fantasias, por não saber qual seria a reação dele. Já aconteceu por diversas vezes: quando temos relações sexuais, fecho os olhos e fico imaginando que tem alguém na cama transando conosco, e isso até faz com que eu atinja o prazer mais rápido. Será que isso pode ser considerado traição? Será que devo contar ao meu marido as minhas fantasias ou devo passar o resto de minha vida com esses desejos reprimidos dentro de mim?” (Lucila , 22 anos).

“Nunca tive coragem de dizer pra minha namorada que gostaria de vê-la transando com outro. Eu também gostaria que ela me visse transando com outra.
Acho que não tem nada demais, é só pra apimentar a relação, pra manter o relacionamento quente. É mais um fetiche como vários outros.” (Daniel , 31 anos).

Para resolver a dúvida sobre se o parceiro  aceitará ou não a sua fantasia sexual dependerá apenas de uma conversa franca e bem colocada. Evitando más interpretações, você deve explicar muito bem que você ainda o (a) ama e que tem desejo de realizar tal fantasia. Pergunte como ele (a) se sente em relação a isso e pergunte se ele (a) tem alguma fantasia que ainda não revelou. Se a resposta for negativa, não adianta insistir. A insistência só originará conflito na relação.
Caso a resposta seja positiva, juntos vocês devem avaliar como cada um se sentirá realizando tal fantasia. Se a sensação for negativa, ainda que um pouco, melhor é não realizá-la. Ambos devem lembrar que o fundamental é a preservação do relacionamento sadio e não somente a satisfação de prazeres, por vezes passageiros, sexuais.

Se vocês acreditam que a relação está um pouco fria, sem entusiasmo na cama, experimentar uma fantasia que incomode um dos dois ou ambos não é a solução. Não estando a relação muito bem, a realização de tal fantasia só pode piorar as coisas.
Cada casal deve ter um diálogo sempre aberto para confissões de fantasias, mas, assim como dissemos em outro texto “O limite da sinceridade”, só devem ser reveladas aquelas que você já avaliou as conseqüências da sua realização e constatou que não gerará nenhum problema. Feita essa verificação por você, poderá questionar o outro . Daí, a decisão passará a ele , pois ele deve também avaliar e chegar à mesma conclusão.
Não temos a resposta se uma fantasia pode sempre destruir a relação, já que as variáveis são as pessoas que compõem o relacionamento. Dependerá muito da avaliação de quão importante é o sexo para vocês e como vocês se sentem em relação à fantasia que se pretende realizar.
Há informação de que  casais que fizeram sexo a três, por exemplo, e nada mudou na relação; entretanto, há outro exemplo oposto. Os dois ficaram tão desconfortáveis um com o outro que o namoro terminou.
Cabe a vocês dois decidirem o que fazer.

Nenhuma pessoa tem a resposta senão vocês mesmos.

E ai, você tem alguma fantasia? 

domingo, 27 de março de 2011

Elas não gostam de pornô?

Mesmo eu sendo a favor dos filmes eróticos,  a maioria das mulheres raramente são. Alguma vez você já se perguntou por que sua namorada não passa horas vasculhando a internet atrás de filmes de sacanagem? Já tentou convencê-la a assistir com você e não conseguiu? Pois é, aqui vão algumas das razões pelas quais a sua namorada não gosta de assistir pornografia.
Pornografia é visual
A maioria da pornografia é voltada para um público masculino. A sexualidade masculina é facilmente estimulada por sinais visuais, enquanto que o desejo de uma mulher, na maioria das vezes, é provocado mais por aspectos emocionais ou mentais.
Atores pornô são feios
A única parte do corpo masculino que parece importar aos produtores é o pênis. É fato que são raros os atores pornôs atraentes.
Pornografia é planejado
Mulheres são menos tolerante com as situações inventadas.
Pornografia é pura sacanagem
Por questões culturais e religiosas, as mulheres ainda não são tão sexuais quanto os homens. Por medo de sererm descriminadas, muitas mulheres ainda hesitam em mostrar suas vontades sexuais e admitir que gostam de coisas como pornografia.
Ela simplesmente não é assim
Como você pode ver, existem vários elementos do universo pornogáfico que simplesmente não se encaixam com a sexualidade das mulheres, que é provavelmente o motivo da sua namorada não gostar de assistir filme pornô. Sendo assim meu caro leitor, se você fizer um esforço para descobrir o que ela gosta, talvez encontre algo que vocês possam compartilhar na tela.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Fantasias







Que mulher não é capaz de imaginar, em detalhes, a roupa, o cabelo e a maquiagem que vai usar na próxima festa? E, claro, ela pode pensar também no homem que encontrará lá e de que maneira eles vão se aproximar, se beijar, e o que vai rolar na madrugada... "Fantasiar é a capacidade que nós temos de inventar mentalmente coisas ou situações: é o que se chama sonhar acordado", diz o psiquiatra e sexólogo Ronaldo Pamplona, autor do livro Os 11 Sexos - As Múltiplas Faces da Sexualidade Humana (Ed. Kondor).

Na cama, o conselho é soltar a imaginação, pois, como diz a psicoterapeuta Rosely Gomes, "a fantasia é um tempero para a libido". Mas há quem se trave pelo excesso de autocensura: existem pessoas que não conseguem admitir seus desejos nem para si próprias.

E se der vontade de botar em prática? Ótimo, vá em frente! Mas não sem antes tentar descobrir se aquele seu plano genial tem alguma chance de agradar ao parceiro, Assim evitará incidentes !
Intimidade e cumplicidade valem ouro, pois ajudam o casal a conversar e brincar a respeito das fantasias, na cama ou fora dela. Seja qual for o seu estilo, lembre-se de que a diversidade humana é imensa.


Beijoos apimentados!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Fantasias sexuais


Tarado é toda pessoa normal pega em flagrante.
Nelson Rodrigues
Todo mundo tem, não adianta negar, uma fantasia sexual. A mais puritana das pessoas já teve pensamentos obscenos que deixariam ruborizado os mais tímidos. A grande (na verdade enorme) vantagem das fantasias sexuais é espantarem o monstro da rotina. Rotina é um dos grandes vilões que contribuem para o fim de relacionamentos e / ou, pior, para traição, mas isso é assunto para outro post.
Para propor qualquer fantasia sexual para seu parceiro(a), é preciso ter um elemento fundamental: intimidade. Sim, parece contraditório, mas é muito comum ver casais que não possuem o nível adequado de intimidade.
“- Eu durmo com ele todo final de semana, mas tenho vergonha de comprar uma lingerie mega transparente e aparecer na frente dele.”
Como assim? Você ficam nus, mas uma lingerie mais ousada (para não falar safada mesmo) você não tem coragem de usar?
Tudo começa com uma boa conversa. Uma ótima maneira de começar é propor uma divertida e, por que não dizer, educativa visita ao sexshop. Você não precisa começar comprando um par de algemas e mordaças de couro para ele ou um vibrador super-combo 9000 para ela. Comece com óleos e cremes para massagem, uma roupa de baixo mais provocante. Mas se você souber que seu parceiro topa algo mais erótico, fique à vontade! É disso que depende o sucesso da brincadeira e também o sexo: conhecer o parceiro(a).
Converse com o outro sobre os desejos de cada um, puxe a conversa. Se preciso for, faça uma lista. Assim como é importante saber como e onde pegar o parceiro(a), é importante saber o que ele gosta e como podem variar e sair da temível rotina.
Se ele quer que você xingue como uma enlouquecida ou que você dê uma mordida mais forte para proporcionar prazer, não é esse um dos objetivos do sexo: um dar prazer para o outro?
Se você sabe que ela adora aquela camisa ou que ele adora aquele perfume, é claro que você vai usar isso para agradá-lo. Por que tem de ser diferente no sexo? Se ele gosta que você fale palavrão, ou se você gosta que ele uive como um lobisomem, ou se pendure no lustre, ou vista uma roupa de superman… entre quatro paredes vale tudo que vocês estiverem de acordo.
Esse é outro ponto importante: os dois precisam concordar em fazer alguma dessas experiências. Cuidado ao insistir demais em uma proposta que o parceiro(a) recusou; mude os argumentos se você quiser insistir, mas não faça parecer que a outra pessoa é obrigada a isso. Sexo tem que ser divertido para todos que participam. Não seja egoísta ao querer algo apenas para você, mas também não seja egoísta em não querer realizar a fantasia dele(a) por um preconceito infundado. Existe uma diferença entre não se sentir bem com uma atitude e não querer se sentir bem com uma atitude.
No sexo vale tudo, desde que com consentimento e bom senso. Aproveitem sem moderação e com muito prazer